quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Lagoa da Conceição

Olá olá!

Um outro domingo teve como destino a Lagoa da Conceição.

Dos miradouros/mirantes consegue-se ter uma vista geral da lagoa, que é lindíssima. nestes também se pode provar o típico "caldo de cana". provei com lima, é um pouco enjoativo mas muito bom.






Neste dia o almoço foi na Costa da Lagoa. Local maravilhoso, com restaurantes muito bons e que só é acessível por trilha ou de barco.

Está no meio da natureza exuberante da Lagoa e a população nativa oferece comida maravilhosa típica da região em diversos restaurantes charmosos na beira da água.

A viagem até ao outro lado é num barquito bem pequeno e simples, mas é agradável a sensação, e se o céu estiver azul, como foi o caso, fica-se com uma vista linda.

Almoçamos sequencia de camarão e tainha grelhada. Tudo de comer e chorar por mais. É só trabalhar para a engorda.















Fazendo uma pequena trilha é possível encontrar uma cachoeira no meio da vegetação.







No porto da Lagoa existe muita agitação, de dia com artesanato, restaurantes, feiras e à noite com bastantes bares.

Numa outra noite, o grupo de tugas em Floripa decidiu ir lá comer Moqueca. Muito boa, deu para esse dia, levámos para casa e ainda deu para o almoço do dia seguinte.

O vinho branco que havia no restaurante era apenas "o da casa". Arrisquei. Não é extraordinário, tem um sabor característico, sabe muito a uva morangueira, é estranho. Se tivesse em Portugal teria claramente optado por um Quinta da Aveleda.

Um problema que tenho várias vezes aqui é com o pão.

Como típica alentejana coo pão à refeição. O pão aqui não tem a códea estaladiça como o pão alentejano, mas certas comidas, como foi o caso da Moqueca, com aquele molhinho, para mim era impensável não ter pão pra molhar sopinhas, mesmo sem ser alentejano.

Perguntei ao empregado, mas o "moço" disse que não tinha. Fiquei triste. Mas simpatia que ele foi e deslocou-se ao supermercado ao lado. todos os tugas gozaram que a alentejana queria pão, mas depois todos comeram e confirmaram que com aquele molho o pão ficou divinal.



Bjocas

Floripa Alentejana

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Curitiba

Costumo viajar muito em trabalho.

Na maior parte das vezes não tenho tempo para conhecer nada, pois é chegar, trabalhar e partir.

Nas duas últimas viagens a  Curitiba consegui conhecer o Parque Barigui e o Museu Oscar Niemeyer.

O parque recebe o nome do rio Barigui que foi represado para formar um grande lago em seu interior. Está entre os maiores da cidade, sendo, também, um dos mais antigos. Diversas espécies de animais vivem livres no parque, como aves, capivaras e pequenos roedores. 

Foi a primeira vez que vi uma capivara, aliás muitas, passeando pelo meio das pessoas.

Achei um animal um pouco estranho. É um roedor, faz um som semelhante ao porco, anda em terra e água e tem o corpo coberto de forma parecida ao javali.


No final de um dia de trabalho combinei com umas colegas ir a um boteco, o Basset, mesmo em frente ao Museu Oscar Niemeyer. Petiscos nada saudáveis, mas ótimos, chopp numa noite quente e uma vista ótima. o final perfeito de um dia de trabalho.

Museu Oscar Niemeyer é um verdadeiro exemplo da Arquitetura aliada à Arte.
É conhecido localmente como Museu do Olho, devido ao design do seu edifício, muito embora a inspiração seja a da árvore-símbolo do Paraná, o pinheiro-do-paraná.







No caminho de regresso parámos a beber uma água numa das lojas da grande cadeia Havan. Acho imensa piada pois a loja tem a arquitetura da Casa Branca e têm à porta a estátua da liberdade.



Houve também tempo para um jantar com boa companhia no Trovatta Risotteria onde se comeu um belo nhoc com champignon e  um risoto e bebeu um vinho argentino.(Farei um dia destes um post sobre vinhos).



Bjocas

Floripa Alentejana

Santo António de Lisboa e Sambaqui

O dia cinzento não intimidou em impediu um passeio de domingo.

Santo António de Lisboa possui grande concentração de restaurantes de comida típica (sobretudo mariscos/frutos do mar), que atraem moradores de outros bairros de Florianópolis para almoços em família nos fins-de-semana. Turistas são atraídos ao bairro pela preservação da arquitetura típica açoriana, notória na igreja local e em casas tombadas pelo patrimônio público.

Este bairro foi uma das primeiras comunidades fundadas por imigrantes açorianos que chegaram à ilha na metade do século XVIII. 

É conhecido por ser um refúgio de belas construções e belas paisagens. Da praia pode-se avistar a Baía Norte e o Continente. A freguesia, conserva além da arquitetura tradicional, costumes herdados pelos colonizadores açorianos como a Festa do Divino Espírito Santo, o Terno de Reis e o Cacumbi.
A pesca artesanal é outro motivo que atrai turistas e apreciadores da boa comida. O cultivo de mariscos e ostras abastece vários restaurantes com cardápios a base de frutos do mar.
Próximo à praça central, em frente à Igreja da Nossa Senhora das Necessidades, é possível encontrar casas de artesanato típicos da colonização açoriana como as cerâmicas de oleiros e as rendas de bilro.









O nome Sambaqui provém da existência de amontoados de conchas espalhadas pelas areias da praia, as quais às vezes revelam animais fossilizados e resquícios de antigas comunidades indígenas da região. 
Localizada na região oeste de Florianópolis, Sambaqui, juntamente com Santo António de Lisboa , foi o lugar escolhido pelos primeiros imigrantes açorianos, em meados do século XVIII, para fixar residência na Ilha. Mar tranquilo com um cenário deslumbrante e um pôr do sol inesquecível. 




No fim do passeio houve tempo para aquecer com um ótimo cacau quente em Santo António de Lisboa. Um café muito engraçado, com artesanato, acolhedor e muitas representações do Espírito santo nas paredes.







Primeiro aniversário longe

O meu aniversário foi pouco tempo depois de chegar ao Brasil.

Ainda tinha pouca afinidade com as pessoas cá.

Nessa manhã cheguei ao escritório e ninguém me deu os parabéns, nem sabiam. É triste. mas eis que logo de seguida chega uma entrega de flores e bombons.

Adorei, fiquei super alegre e comovida. Amigos de Portugal tinham enviado e no cartão dizia que nem por estar longe se esqueciam de mim. Aquece o coração.

Ao almoço combinei com duas amigas brasileiras que me acolheram como da família, pessoas que adoro e  que já têm um cantinho nas minhas lembranças.

O jantar foi com 4 portugueses, uns que vivem cá, outros de visita.

O local escolhido foi o mexicano Guacamole na beira,mar de Florianópolis. A comida era ótima, a companhia era boa, os Mariachis davam musica e cantaram os parabéns, tive direito a sobremesa oferecida e a uma tequila dada por uma senhora, empregada do restaurante, que loucamente nos gira a cabeça depois de bebermos a tequila. Em geral foi divertida.

Apesar de ter falado com a família e amigos pelo Skype (meu melhor amigo desde que emigrei), senti saudades da sua companhia e festa.





Lagoa do Peri, Armação e Pântano do sul

O meu segundo passeio, continuou a ser pelo sul da ilha de Florianópolis.

Através do Facebook, e por coincidência descobri que estava cá uma colega minha de faculdade. Combinamos, alugou-se carro e lá fomos nós.

A primeira paragem foi na Lagoa do Peri. Esta Lagoa é a segunda maior da ilha, é de água doce, está a cerca de 3 m do nível do mar e a sua água abastece  algumas regiões da ilha.






Em seguida fomos até Armação, onde para além de conhecer as belezas naturais conhecemos as maravilhas de um belo buffet de gelados. Claro que compus o meu com tudo o que tinha direito.


A praia da Armação,  é um dos principais núcleos de pesca artesanal da Ilha.

O nome Armação vem de um passado não muito nobre da praia, embora essencial ao desenvolvimento da Ilha. Armação era qualquer localidade onde as baleias, já mortas, eram utilizadas para a produção do óleo utilizado na iluminação. Além do óleo, outras partes do cetáceo eram aproveitadas, como a carne, a gordura e até as barbatanas. Com isso, a pesca predatória levou à quase extinção do animal.
Atualmente as baleias franca são fortemente preservadas.





A última paragem foi o Pântano do Sul.  A praia é de areia fina, e o bairro é um típico retrato das antigas colônias de pescadores tradicionais de Florianópolis. Há diversos restaurantes especializados em marisco/frutos do mar.

Para meu espanto, vimos um pinguim, coisa que não sabia poder-se encontrar por estes lados. Descobri depois que os pinguins  saem da Patagônia nas épocas do ano mais frias à procura de águas mais quentes para se reproduzirem.



Campeche

O Campeche foi o meu primeiro "poiso", mais precisamente, numa transversal da Avenida Pequeno Príncipe (Principezinho, em português de Portugal).

É uma zona de praia, calma na época baixa e com pouco comercio.

O nome do local e o nome da rua, têm a sua ligação, é ela  Antoine de Saint-Exupéry.

Conta, uma das versões, que o escritor, aviador e correio aéreo francês durante a década de 20 instalou no Campeche um campo de pouso que era utilizado para o reabastecimento dos voos entre Paris e Buenos Aires. Este aproveitava para descansar e fez amizade com os moradores da região. A lenda que ficou é que o nome Campeche provém do apelido francês que o visitante deu ao lugar: Campo de Pesca, ou seja, Champ et Pêche.

Ficou a fama do Campo de Pouso da Sociêté Latécoère, primeiro  aeroporto internacional do sul do Brasil, e o nome da principal rua do Campeche, a Avenida Pequeno Príncipe, homenagem à principal obra do escritor.

Mostro-vos algumas fotografias de um dia cinzento por lá.

Bjocas

Floripa Alentejana







O início

A decisão de vir para o Brasil foi muito repentina.

Como se sabe, é difícil ter trabalho em Portugal, isso fez com que no dia em que a oportunidade surgiu eu não tenha hesitado, e tenha resolvido arriscar.

Assim, de um dia para o outro, comuniquei à família e amigos mais próximos. Não houve tempo para grandes despedidas.

Depois de 24h em viagem, cheguei pela primeira vez a um continente que não era o meu. Vinha com ideias pré-concebidas sobre o que era o Brasil, com medo, muito medo, pois na minha cabeça, pelo que se vê nos noticiários, o Brasil seria feito de violência.

De início tinha receio de quase tudo, sofria de muita ansiedade, por falta de conhecimento, por saudade, por falta de apoios.

Não é fácil emigrar, ainda mais assim, sozinha...

Com o tempo as coisas foram melhorando. Os locais e as pessoas não mudaram, mas mudaram os olhos com que eu os via.

Encontrei portugueses que me apoiaram, encontrei brasileiros que também me trataram como família, tudo isto ajudou bastante.

Depois vêm as burocracias, tratar do visto, pedir a papelada para me mandarem de Portugal, perceber o que é necessário, onde é preciso ir. De início, é difícil, não se conhece nada, valha-nos a Internet.

Hoje já arranjei o "meu cantinho" para viver, já criei amizades, já conheci algumas das lindas paisagens desta Ilha de Florianópolis, já me sei movimentar.

Ainda sou recente aqui, ainda tenho muito por descobrir, muito para visitar, muito trabalho para fazer, mas se tudo correr bem, irei conhecer muito mais.

Por agora é esta a cidade que me acolhe, uns dias melhor que outros, mas que me possibilita algo que no meu país não tinha, Trabalho.

Não quero ficar para sempre. Tenho saudades do meu país e de tudo o que me fazia feliz lá. Quando voltarei? Não sei. Mas parece-me que a continuarem as coisas como estão, não será para breve.

Bjocas

Floripa Alentejana