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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Campeche

O Campeche foi o meu primeiro "poiso", mais precisamente, numa transversal da Avenida Pequeno Príncipe (Principezinho, em português de Portugal).

É uma zona de praia, calma na época baixa e com pouco comercio.

O nome do local e o nome da rua, têm a sua ligação, é ela  Antoine de Saint-Exupéry.

Conta, uma das versões, que o escritor, aviador e correio aéreo francês durante a década de 20 instalou no Campeche um campo de pouso que era utilizado para o reabastecimento dos voos entre Paris e Buenos Aires. Este aproveitava para descansar e fez amizade com os moradores da região. A lenda que ficou é que o nome Campeche provém do apelido francês que o visitante deu ao lugar: Campo de Pesca, ou seja, Champ et Pêche.

Ficou a fama do Campo de Pouso da Sociêté Latécoère, primeiro  aeroporto internacional do sul do Brasil, e o nome da principal rua do Campeche, a Avenida Pequeno Príncipe, homenagem à principal obra do escritor.

Mostro-vos algumas fotografias de um dia cinzento por lá.

Bjocas

Floripa Alentejana







O início

A decisão de vir para o Brasil foi muito repentina.

Como se sabe, é difícil ter trabalho em Portugal, isso fez com que no dia em que a oportunidade surgiu eu não tenha hesitado, e tenha resolvido arriscar.

Assim, de um dia para o outro, comuniquei à família e amigos mais próximos. Não houve tempo para grandes despedidas.

Depois de 24h em viagem, cheguei pela primeira vez a um continente que não era o meu. Vinha com ideias pré-concebidas sobre o que era o Brasil, com medo, muito medo, pois na minha cabeça, pelo que se vê nos noticiários, o Brasil seria feito de violência.

De início tinha receio de quase tudo, sofria de muita ansiedade, por falta de conhecimento, por saudade, por falta de apoios.

Não é fácil emigrar, ainda mais assim, sozinha...

Com o tempo as coisas foram melhorando. Os locais e as pessoas não mudaram, mas mudaram os olhos com que eu os via.

Encontrei portugueses que me apoiaram, encontrei brasileiros que também me trataram como família, tudo isto ajudou bastante.

Depois vêm as burocracias, tratar do visto, pedir a papelada para me mandarem de Portugal, perceber o que é necessário, onde é preciso ir. De início, é difícil, não se conhece nada, valha-nos a Internet.

Hoje já arranjei o "meu cantinho" para viver, já criei amizades, já conheci algumas das lindas paisagens desta Ilha de Florianópolis, já me sei movimentar.

Ainda sou recente aqui, ainda tenho muito por descobrir, muito para visitar, muito trabalho para fazer, mas se tudo correr bem, irei conhecer muito mais.

Por agora é esta a cidade que me acolhe, uns dias melhor que outros, mas que me possibilita algo que no meu país não tinha, Trabalho.

Não quero ficar para sempre. Tenho saudades do meu país e de tudo o que me fazia feliz lá. Quando voltarei? Não sei. Mas parece-me que a continuarem as coisas como estão, não será para breve.

Bjocas

Floripa Alentejana




Primeiro Post

Olá Olá!

E este é o primeiro post da Floripa Alentejana.

Faz 4 meses que cheguei ao Brasil e logo de início tive vontade de criar um blogue para poder partilhar o que por aqui se vive.

Por falta de tempo e desconhecimento de como criar o blogue ainda não tinha conseguido colocar mãos à obra.

Agora aos poucos irei aperfeiçoando e colocando alguns textos e imagens destas bandas.

Espero que gostem.

Bjocas

Floripa Alentejana